quarta-feira, 21 de setembro de 2011

R.E.M. - R.I.P.



Hoje, 21 de setembro, apesar de ser aniversário do nosso colaborador Roberto Coutinho e, portanto, motivo de comemoração, é um dia triste na história da música. Foi anunciado no início da tarde o encerramento das atividades da banda americana R.E.M.

Desde seu primeiro show, em 5 de abril de 1980, o R.E.M. traz ao menos um traço marcante e imediatamente reconhecível no som: a voz de Michael Stipe. Somado a isso, o som das Rickenbackers de Peter Buck, e do baixo, backing vocals e piano de Mike Mills, moldaram a estética do grupo nascido em Athens, Georgia.

O R.E.M. foi uma das primeiras bandas de rock alternativo a sair do underground e fazer sucesso em larga escala. O primeiro grande sucesso deles foi "The One I Love", de 1987. Eles também encabeçaram um movimento chamado "college rock", denominado assim por causa do apoio recebido pelas rádios estudantis no início da carreira.

A banda decidiu parar logo depois de lançar um ótimo disco: "Collapse Into Now", recheado de canções que vão do folk aos rocks acelerados similares ao do disco anterior, "Accelerate" - este, com uma pequena curiosidade: tão "acelerado", como sugere o título, que não chega aos 35 minutos de duração. Neste último álbum de inéditas, o R.E.M. também provou que não é bom só na área musical. A banda lançou clipes de todas as faixas do disco, sendo a maioria deles belíssimos trabalhos audiovisuais (confira "It Happened Today", "Oh My Heart", "Überlin" e "Discoverer").

Ao menos, o trio termina em alta, com a criatividade à toda, sem um histórico de brigas bestas e egocentrismo, e, mais importante que isso, com um belo currículo. Ouça: "Drive", "Everybody Hurts", "It's the end of the world as we know it" - possivelmente a música mais difícil de cantar DA HISTÓRIA - e "Living Well is the Best Revenge". Não vou indicar "Losing My Religion" e "Shiny Happy People", por questões óbvias.

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